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O Imposto sobre Herança vai Mudar: Como a Holding Familiar Protege seu Patrimônio na Reforma Tributária

Foto do escritor: Henrique Casarotto
Henrique Casarotto
há 10 minutos
2 min de leitura

Se você possui imóveis, investimentos ou uma empresa familiar, é fundamental acompanhar as recentes transformações na legislação brasileira. A Reforma Tributária alterou diretamente as regras do jogo no que diz respeito à tributação de heranças e doações. Ignorar essas mudanças e deixar para organizar a sucessão do seu patrimônio no futuro vai custar significativamente mais caro para a sua família.


A principal mudança está no ITCMD, o imposto estadual cobrado sobre doações e no momento do inventário. Com a nova regulamentação, a cobrança passou a ser obrigatoriamente progressiva em todo o país. Na prática, quanto maior for o valor do patrimônio transmitido aos herdeiros, maior será a alíquota aplicada, alcançando facilmente o teto máximo de 8%. Paralelamente, os governos estaduais estão ajustando os critérios de avaliação: a cobrança, que antes costumava utilizar o valor de referência fiscal ou IPTU, passa a ser apurada com base no valor real de mercado dos bens.


O impacto dessa combinação é imediato. O inventário tradicional, que já era um processo burocrático, moroso e desgaste emocional para a família, agora vai consumir uma fatia ainda maior dos bens do falecido em impostos, custas cartorárias e honorários. É justamente para conter essa sangria financeira e evitar o bloqueio dos bens que a Holding Familiar se consolidou como a ferramenta de planejamento patrimonial mais eficiente do mercado.


Na prática, a holding funciona como uma empresa constituída com o objetivo de centralizar e gerir os bens da família. Em vez de deixar imóveis e participações em nome das pessoas físicas, todo o acervo é integralizado nessa sociedade. Em seguida, os pais podem realizar a doação das cotas aos filhos ainda em vida, de forma gradual e planejada. Esse fracionamento permite aproveitar faixas menores do imposto e limites de isenção, gerando uma economia tributária totalmente legal.


O ponto principal é que os fundadores não perdem a gestão do que é seu. Por meio da cláusula de usufruto vitalício e de acordos societários bem estruturados, os pais mantêm o controle absoluto das decisões, o direito de venda dos imóveis e o recebimento integral dos aluguéis ou rendimentos enquanto viverem. Além disso, o contrato pode incluir proteções para impedir que os bens sejam vendidos, penhorados ou divididos em caso de eventuais divórcios dos filhos.


Com o cerco fiscal se fechando e os estados se adequando rapidamente às novas regras, adiar o planejamento patrimonial é assumir um risco financeiro desnecessário. A holding familiar deixou de ser uma solução restrita a grandes fortunas e passou a ser uma medida preventiva indispensável para qualquer família que deseja proteger o fruto de uma vida de trabalho e garantir um futuro tranquilo para os seus sucessores.




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